Vereador Zuza reforça cobrança por área para caminhoneiros e critica falta de planejamento da Prefeitura

 

O vereador Zuza do Socorro (Avante) voltou a utilizar a tribuna da Câmara Municipal para cobrar uma solução para um problema que, segundo ele, afeta diariamente caminhoneiros, empresas e moradores de João Monlevade. Durante a reunião ordinária realizada na última quarta-feira (1º), o parlamentar abordou novamente a ausência de um local adequado para estacionamento e espera de carretas que prestam serviços às empresas instaladas no município.

A cobrança ganha força após resposta oficial ao Requerimento nº 44/2026, de autoria do vereador, em que a Prefeitura confirma que João Monlevade não possui área pública destinada à permanência, triagem ou estacionamento de caminhões que aguardam operações de carga e descarga.

O documento, assinado pela autoridade municipal de trânsito, José Jayme de Figueiredo Franco, chefe do Setor de Trânsito e Transporte (Settran), informa ainda que não existem estudos técnicos, planejamento ou negociações em andamento para implantação de um pátio destinado aos veículos pesados. Também afirma que o Executivo não prevê novas medidas ou projetos para criação de bolsões de estacionamento, limitando-se às ações de fiscalização nas vias onde há restrições de trânsito.

Ao se pronunciar na tribuna, Zuza afirmou que a situação já ultrapassou o limite do aceitável. "Os caminhoneiros movem a economia da nossa cidade. São eles que garantem o abastecimento e o funcionamento das nossas indústrias. Não é justo que continuem sem um local digno para esperar o momento da carga e descarga", declarou.

O vereador também destacou que a situação se agravou após a instalação de placas de proibido estacionar ao longo da Avenida Armando Fajardo, no bairro Loanda, um dos principais pontos utilizados por caminhoneiros enquanto aguardavam autorização para carga e descarga nas empresas. Com a restrição, os motoristas passaram a buscar vagas em ruas de bairros residenciais, ampliando os transtornos para a população e evidenciando a falta de uma alternativa oferecida pelo poder público. "Hoje os caminhões não podem mais permanecer na Avenida Armando Fajardo e acabam sendo empurrados para os bairros. O problema não foi resolvido, apenas mudou de lugar. Quem trabalha continua sem um espaço adequado e a cidade segue convivendo com os mesmos impasses", criticou Zuza.

Segundo Zuza, o requerimento teve como objetivo obter informações oficiais sobre a existência de um espaço destinado aos caminhoneiros, verificar se havia estudos para implantação de um pátio e conhecer quais providências estavam sendo adotadas pelo Executivo.

Para o parlamentar, a resposta da Prefeitura confirma que o município ainda não possui uma política voltada à organização do fluxo de veículos pesados, apesar da importância logística de João Monlevade e da forte movimentação de caminhões em função das atividades industriais.

Zuza afirmou que continuará cobrando providências e defendendo a criação de uma área específica para estacionamento temporário de caminhões, medida que, segundo ele, contribuirá para melhorar a mobilidade urbana, reduzir os transtornos nos bairros e oferecer condições mais dignas aos profissionais do transporte.

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